quinta-feira, 13 de abril de 2017

1º Ato - O resgate do marido fiel


1º ATO - O RESGATE DO MARIDO FIEL 

Eis que um homem estava dormindo. Sua mulher deixou de ter desejo por ele. Ao despertar na madrugada, viu que ela estava se masturbando. Ao sair ao trabalho, falou ao marido que deveria pagar o dízimo. O marido, foi ao banheiro, chorou frente ao espelho e pediu que a afastasse da falsa igreja dos falsos pastores. Eis que Deus ouviu a prece e salvou aquele homem. Quanto à mulher, nada sabemos.

Dizem, em outros cantos, que o falso pastor havia trocado o E.S. por uma Pomba Giro. Foi descoberto pelas antigas fiéis que resolveram buscar Deus direto da fonte. As antigas fiéis arrependeram-se por ter trocado o Pai (único Pastor Nosso) pelos falsos pastores (com os quais pensavam casar-se antes do casamento).

'O resgate do marido fiel'. 1º Ato (Consumado, pelo poder do E.S., em nome de Jesus).

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Negócios no Parque


POR 'OUTRO LADO'

Ao olhar, demasiadamente, a 'grama do vizinho', encontrou seu sapo, os gnomos e as borboletas. 

- Cuide do próprio jardim; 
- Crie algo novo;
- Viva das próprias ideias.

NEGÓCIOS NO PARQUE

Certa vez, João viu que José estava feliz. Quis saber o porquê. José estava vendendo cachorro quente no parque. Antes, desempregado, agora sorria por ter o que fazer. O fato é que os negócios não iam tão bem. Mas José sentia-se digno, ocupado e produtivo.

João resolveu entrar no ramo. Pensou: 'Posso fazer mais e melhor. Pois tenho tempo, pessoas para ajudar e conhecimento'. João assim o fez. Colocou um trailer de cachorro quente do outro lado do parque.

Dias depois, Joaquim, Pedro e Paulo, também fizeram o mesmo. O parque estava lotado de carrocinhas de cachorro quente. Já não havia mercado suficiente. José estava desolado. Pois foi quem iniciou a ideia. Orou a Deus e pediu que lhe mostrasse a luz.

Joaquim desistiu, e negociou a carrocinha por menos do que havia adquirido. João, abandonou o ramo e destruiu os equipamentos. Pedro e Paulo, foram conversar com José: 'José, o que houve com os negócios?'

'Pois é, o mercado saturou. Está muito lento' - Disse José. 

Pedro e Paulo pensavam em desistir. Mas só fariam isto por algo mais lucrativo. José, então, lhes disse: 'Quem sabe preenchemos o parque com o que ainda não há. Vejo que há pipoqueiros, mas não há churrasquinhos. Vejo que há bebidas geladas, mas não há bebidas quentes'.

Pedro e Paulo resolveram unir-se a José. Pois José era diferenciado ao iniciar primeiro os empreendimentos. O fato é que, embora José tenha começa primeiro, Pedro e Paulo estavam melhores nos negócios. Eram mais conhecidos e ganhavam bem mais. Porém, já não ganhavam tanto quanto no começo. Estavam sendo engolidos pela concorrência crescente.

'Vamos ajudar o José, nos tornando parceiros colaboradores' - Disseram.

Esta foi a grande sacada. Dominaram os parques, as praças e as cidades. Empregando gente, criando novas ideias e investindo em novos negócios.

Eis a importância do que vem na frente; A possibilidade de abrir caminhos e orientar os demais. Não por ser mais ou melhor; Mas por ser o primeiro. 

Contos de Paz*

JD'

quinta-feira, 30 de março de 2017

O aliciamento de Fulana


O ALICIAMENTO DE FULANA

Fulana era feliz com o antigo namorado. Certo dia, discutiram e brigaram. Fulana, irritada, saiu para beber. Na noite, embriagada, conheceu Beltrano. Contou que estava em crise de relação e queria esparecer.

Beltrano se aproveitou da situação. Sairam da festa e foram para casa. Beltrano dizia para Fulana esquecer o ex: 'vem ser minha; seu ex não faz assim'. Fulana ria, mas, ao mesmo tempo, insistia que ainda gostava do ex (chamado Baunilha). Beltrano sentiu ódio. Pôs-la de quatro, e usou-a com raiva.

Fulana, por um momento, teve pena do ex namorado que praticava o sexo com amor. Comentou que queria que o ex fosse assim como Beltrano. Pegada, puxada de cabelo, nomes ousados (tais como puta, vadia, cadela, vagabunda, etc) e expressões fortes (piça na cara, tomar o leite, tomar no cu, etc).

Beltrano sentiu pena do ex que, conforme fulana, é mais lento e silencioso. Beltrano deu um tapa na bunda de Fulana e mandou-a de volta ao namorado. Fulana, saiu falando no telefone. Contado às amigas. Também ligou ao ex que estava chateado.

Ao continuar falando, em banda, no telefone, lhe disseram, através das ondas telepáticas, que Beltrano havia a devolvido ao ex, pois tinha pena dele por ser baunilha e pena dela por ser mais uma.

Fulana continuou ligando o telefone. Em cada ligação o caso se complicava mais. O ex perderia tudo, caso a aceitasse de volta, mesmo sem saber. 

Ao saber que Fulana havia saído a noite, deduziu que teria conhecido alguém, e mandou-a voltar ao hipotético, porém, real, Beltrano. 

Fulana havia sido devolvida aos dois lados e já não era mais de ninguém. No entanto, Beltrano apenas lhe deu um tapa na bunda. Enquanto o ex verbalizou a devolução. 

Fulana também foi assaltada no plano espiritual. Sentiu-se mal. Por ter prazer na raiva, e ser dispensada por Baunilha (o ex que ela amava); Preferiu ranger os dentes, soltar as patas e se entregar à raiva. Ganhou uma marca na testa e começou a esvaziar-se do amor, sem saber.

Outros se aproveitaram de sua fraqueza. Enquanto Fulana fazia o mesmo. Aproveitando-se do que chamamos 'gente boa' ao ser cúmplice do que conhecemos como 'gente ruim'. 

Ser forte, à Fulana, significava romper com tal comportamento. Até conseguir obter, novamente, de modo diferente, maior prazer no amor do que na raiva. 

A pegada era necessária. No entanto, com o amor, em vez da raiva. Fulana ainda não conhecia isto. Pois sentia uma coisa sem a outra, desde que a repartiram em cacos.

Contos de Paz*
pazdornelles.com

quarta-feira, 8 de março de 2017

À Nossa Terra


CONTOS DE PAZ - À NOSSA TERRA *
Mensagem Subliminar

CASA LIMPA

Certa vez, em uma grande universidade privada, morena, faxineira do local, foi humilhada pela superior e mandada embora pelo chefe, pois havia bebido uma coca-cola, que um cliente havia deixado sobre a mesa. O cliente havia ido no banheiro, e pediu o refrigerante quando retornou. 

Morena, de apelido alegria, chorava em tamanha tristeza, enquanto passou dois anos procurando trabalho. Chorava enquanto orava: 'O que fiz meu Deus?' 

Ao ouvir a oração, o Mestre, que a conhecia desde guri, chamou-a e disse: 'Morena; Estás em casa! Esta é nossa terra'. 

Dizem as más, e boas, línguas, que Oxum era a própria Morena. Sendo mandada embora. Até ser encontrada, na terra de origem. Muitos chamavam isto de retorno ou volta. No entanto, Morena sempre diz: 'Estou sempre aqui. Sou daqui'.

À DEFESA DO MANO

Mano passou por situação semelhante. Foi acusado de fechar as portas a uma ex namorada. No entanto, desde a primeira briga, manteve-as abertas.  

O Mano é humano. A espada que pediam que usasse dizia: 'saia'. No entanto, acolhido, lhes retribuímos a frase de Morena. Humano, sempre diz: 'Sou daqui. Estou sempre aqui'.

NOSSA SENHORA

Nossa Senhora ouviu as orações e pediu que Jesus os acolhesse. Desde então, compartilhamos o mesmo pão.

JD'

Conto dedicado aos devotos de Jorge*

segunda-feira, 6 de março de 2017

Desencobrindo


DESENCOBRINDO 

A moça estava preocupada. Bonita e com bom trabalho, foi despachada por alguns ex. Teve outros devolvidos ou deixados à amigas. Não mais poderíamos ajudar quem se nega. Precisaria comê-la para salva-la; Porém, continuava a procurar, atender ligações e responder whats de quem a cagava, sem saber. 

Conhecia tanto palmito que não encontrava mais na lua. Cada lembrança, hoje, tinha um par perfeito. Aliás, chamava, os ex, de fezes, pois entravam por onde saia sua matéria orgânica. A mesma que colocava na boca. Revelações concedidas pela banda paralela, revoltaram quem foi ligado na hora da descarga. A moça estava sendo cagada diariamente.

Os ex, de quem gostava, lhe chamavam de 'tosba'. Por aqui, soa como batata quente. De mão em mão; De galho em galho. Embora desmanchada, ainda polui o lago onde lhe devolviam.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Sexta a Sabado


SEXTA A SÁBADO

'O que farás sexta à noite? Dançarás? Beberás? Ou mais do que nos importa?' - Perguntou, Sancho.

'Mais do que nos importa, óbvio' - Respondeu, Dom.

Os pubs estavam lotados. O som tomava as ruas. As bocas, transbordando viciados. O tráfico, ganhando os bares.

Sancho esqueceu-se da agenda. Bebeu, dançou e dormiu quando deveria ganhar o Sol. Dom, precavido, despertou cedo e adiantou o dia.

Dom deixou de se preocupar com coisas efêmeras. Por caminho distinto, mantém o próprio bar, e faz a própria rave, diariamente, no escritório.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aos Tabuleiros


AOS TABULEIROS

Ouviu-se um grito: 'Prenda!'

Surgiram homens de saia. Os quais se julgaram 'kan' (não conheço) em algum momento da jornada por mais que trezentos dias. Sentiam-se acima dos outros pelo patrimônio material. Foram presos; Usados como mulheres, por duzentos anos.

Sua trama consistia em serem confundidos com o pai. A diferença é que pensavam em 'cu' na hora da bronha. Ofereciam na banda, como se fossem lojas, as mulheres que se rendiam ao giro. Estas procuravam na terra o que chamavam 'isto', enquanto esqueciam do céu ao serem ligadas telepaticamente na hora da 'punheta'.

Algumas destas moças se salvaram quando deixaram de servir aos próprios interesses por grana ou agenciamento. O que lhes foi reivindicado. Servindo, primeiramente, quem evitou escolher entre 'esquerda' e 'direita' Ao dispensarem o que chamavam 'kan' e 'isto' (com 'ss' em vez de 't'), ao escolher o que ocultamos à luz.

Esta história foi contada no Templo por mil anos.

JD'

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Invocados na hora do rola


CONTOS MÁGICOS

O casal vem ao motel. Querida e seu cumplice. A moça planejava fazer baixar a entidade de quem a procurasse na hora do rola. Para isto, engatilhou a conversa das midias sociais em seu smartphone. Utilizaria os espelhos para ligar quem quisesse espiar pela janela do céu. Uma forma de invocar quem a ligasse. Pensava em trabalhar, quem a procurasse, como seu cu. Algo errado aconteceu.

Ao deixar o motel, a moça se viu continuar no local, no espelho do quarto, aprisionada nas imagens que se alteram de hora em hora; Cliente a cliente. Ao ponto de esquecer-se nas luas do imaginário.

Uma das camareiras trabalhava em terreiro e conhecia a trama. Riu, ao encontrar, no quarto, quem seria capaz de invocar alguém de fora. 'Mais um escravo dos espelhos' - Pensou. Colocou-lhe na jaula; Serviu-lhe um pote d'água e ração.

MORAL DA HISTÓRIA


Jamais, invoque outros, fisicamente distantes, em triângulos amorosos. Tampouco, cogite cobiça-los; Muito menos, sem eles. Nem mesmo, seu camelo, seu gato ou seu cão. Há sempre alguém mais esperto que você. Alguns testes custam caro. Leia, antes, os avisos da terra.

Literatura Ficcional

sábado, 24 de dezembro de 2016

Aos caminhos do Mestre


AOS CAMINHOS DO MESTRE 

O Mestre estava no deserto espiritual. Em meio à multidão, sentia-se só. Como se suas esperanças na humanidade, sofressem o aliciamento social ao inferno da cobiça, da ganância e da luxúria humana. 

Ao dobrar a esquina, dirigiu-se até a praça mais próxima. Deitou-se na grama, sob a sombra de uma árvore, e meditou por algumas horas.

Ao ver as pessoas ao longe, notou que cada um trazia um estado de humor, postura, olhar, ritmo e velocidade ao caminhar. 

Durante a reflexão, vieram, até a árvore, três homens. Um funcionário público, um morador de rua e um adolescente pré-vestibulando. 

O primeiro pediu-lhe fogo. O Mestre respondeu que nada fumava. O homem relatou que estava no intervalo do trabalho. Citando o ofício como um inferno. Ao mesmo tempo em que lhe fornecia o sossego do salário fixo. 

Nisto, aproximou-se o morador de rua, catador de latinhas, oferecendo os fósforos ao trabalhador que havia acabado de enrolar um baseado. "A gente está aqui para se ajudar" - Disse o catador.

Ao tacar fogo na marijuana, o funcionário público ofereceu uns pegas ao mendigo, que segurava o baseado, com os dedos sujos, enquanto lambia a seda, para completar a goma. 

Ao mesmo tempo, um jovem adolescente, que cruzava a praça, carregando a mochila da aula nas costas, perguntou: "Tem uns pegas aí?"

Em meio a conversa dos três maconheiros, o Mestre observava tudo há uns quatro, ou cinco, metros. 

O jovem, bem de vida, filho de um juiz e uma médica, reclamava que seus pais eram caretas. Saia às ruas para 'fumar um' com os colegas, evitando críticas, e brigas, em casa.

O funcionário público deixou o jovem, e o mendigo, com o baseado, e foi ao serviço. O mendigo olhava o jovem dos pés à cabeça. Enquanto perguntava se o garoto poderia ajudar-lhe com dois reais para a cachaça. 

O jovem convidou o mendigo para beber e a surpresa aconteceu. O mendigo disse que teria que trabalhar até as dezoito e agradeceu. Porém, avisou: "Estou sempre aqui estas horas". O jovem, parcialmente chapado, continuou a procurar por maconha. 

Seis meses depois, o Mestre encontrou o funcionário público na mesma árvore, fumando um. Perguntou como estava o trabalho. O funcionário disse que havia sido promovido. Ao perguntar sobre o jovem e o mendigo, o trabalhador apontou ao longe e disse: "Lá estão eles".

Haviam se tornado amigos. O mendigo estava lendo um livro de literatura indicada ao vestibular. Enquanto, o jovem catava latas para trocar por droga.

Haviam cruzado o caminho, um do outro, e nem sabiam. O trabalhador, que despachou-os na árvore com uma bagana, promovido, sonhava com o carro novo. 

O mendigo, havia 'contratado' um funcionário. O adolescente, um cão. Formavam uma dupla de reclames (e consolos) sobre a própria existência. 

O Mestre pôs-se em pé, e disse: "Bom, tenho que ir. Te deixo com teu baseado e vou em busca dos desafios que me cabem".

Naquele momento, o Mestre cruzava o caminho do funcionário, que fora despachado com o próprio baseado. Nunca mais se viram. 

Dizem que o Mestre tornou-se funcionário público; Enquanto, o funcionário continuou debaixo da árvore.

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Visita ao Terreiro III


VISITA AO TERREIRO III 

Veio ao terreiro, conversar com os caboclos, o filho irreconhecível. Estava transfigurado. Sua cara inchada de lágrimas. Quando lhe perguntaram: "O que te traz aqui, grande irmão?"

"Axé" - Respondeu o filho de Deus, ao sentar-se na mesa do café, junto aos caboclos.

"Algo terrível. Meu coração de filho clama" - Completou.

Os caboclos o reconheceram como um grande pai. Extremamente forte; Embora estivesse destruído em seu coração de filho.

"Tenho uma sensação estranha. Como se algumas pessoas de parentesco próximo, tivessem oferecido (em loja imaginária) os pedidos dos anos anteriores, em troca de benefícios próprios. Esta casa (espiritual), que ligam aqui, é minha desde menino. Isto me incomoda. Me revolta. Me faz sentir o contrário da alegria natural" - Respondeu o filho, em voz de pai.

"Vejo justiça em teus olhos" - Respondeu um dos caboclos - "Mas algo me diz que não é isto que sente".

"Estou em guerra" - Respondeu o filho - "Justiça, sinto em quem me entende e me ajuda naquilo que priorizo" - Completou, incorporando o pai do espírito - "Justiça têm, os que me entendem e me ajudam quanto ao que batalho por direito".

Ao investigar o que estava acontecendo, descobriram que, desde que começaram a ligar, a casa (espiritual) do filho, na banda, o povo começou a ser assaltado. A sociedade a ser vingada. As indústrias a serem locadas em outros países. Havia uma ligação de fé muito forte. Uma ligação direta com Deus.

Os caboclos reconheceram no filho, já adulto, um irmão fortalecido pelas experiências da jornada. Ora pai; Ora filho, O irmão apresenta-se de formas distintas.

Em meio a conversa, os eguns e anjos dos familiares, também baixaram no terreiro. Em seguida, as pombas. Por fim, os anciãos do Axé.

"Nunca pedi os pedidos dos outros (secretos ou revelados), em troca dos próprios ganhos. Mas, se é verdade que isto existe, estou reivindicando agora" - Completou o filho, com o pai incorporado, em voz de irmão.

Se tratando dos empreendimentos anteriores, seria um apelo. Contudo, o filho explicitou: "Esqueçam o que aconteceu antes. Para mim, vale daqui pra frente"

"Quanto ao que aconteceu antes, ao investigar, o apelo cabe a vós. Estou em guerra" - Formalizou o filho, ao disponibilizar, por escrito, o pedido formal".

Ao sair do terreiro, outra entidade entrou. O espírito familiar se manifestou em revolta - "Por mim, acabaram as concessões e contratos com os demais. De hoje em diante, meu compromisso é exclusivo com o filho que veio falar-lhes nesta manhã".

Rompeu, também, os contratos com os templos e lojas que deveriam proteger, e auxiliar, o filho, por obrigação ao Grande Oriente. Inclusive, protegendo-o dos próprios familiares. Punindo-os, quando preciso.

"O vejo chorar; O vejo trabalhar; O vejo bater de porta em porta; O vejo produzir; O vejo dizer o que quer; O vejo pedir" - Testemunhou o espírito familiar.

"Seu trabalho vale dez vez o que recebe. Continuando, valerá mais ainda. Falo do trabalho espiritual, além dos trabalhos formais. Falo do trabalho que realiza no céu e na terra" - Explanou, o espírito familiar  - "Basta de sofrer pela alegria dos outros. Este filho, que acabou de sair, multiplica alegria em dias normais. No entanto, mostra-se ao contrário, quando testado, questionado ou cobrado por transgressões passadas".

O Caboclos, recebendo o espírito familiar, junto aos Exús, Eguns, Pombas, Velhos, Velhas e Santos, completaram, em uma só voz: "Terminado aqui, o contrato com tais famílias. Um ancestral indireto já havia pago o que continuam a cobrar dos filhos"

"Nem pedra angular; Nem ovelha desgarrada. Este é o filho que lembra de nós, desde criança, nas orações diárias" - Disse o espírito, ao comparar com os outros filhos (os quais, por décadas, esqueceram de agradecer o alimento antes das refeições).

Após o café, se despediu dos demais - "Me despeço de vocês, até que que isto se esclareça e se resolva" (Espírito Familiar).

*Contos de Paz 
*Psicografias do Imaginário 

pazdornelles.com