quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Radicalismos comportamentais .'.


ALÉM DOS RADICALISMOS COMPORTAMENTAIS

Zuria reclamava que Zuno usava sempre as mesmas calças de abrigo, para caminhar, malhar, pedalar ou correr. Zuno começou a usar a roupa de trabalho, o dia todo, em vez de fazer caminhadas, entre as atividades.

Zuria reclamava que Zuno tomava três banhos demorados por dia. Zuno deixou de tomar banho.

Zuria reclamava que Zuno bebia nas sextas-feiras; Zuno começou a beber diariamente.

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O mestre das onças .'.


O MESTRE DAS ONÇAS 

Mestre Mago, ao saber que estava sendo ligado por moças interessadas em casamento, encomendas amorosas, espirituais ou cruzamento de linhas, triturou os contratos às escuras. Determinando: "Sendo verdade isto, tais encomendas serão destinadas as quais continuarem vindo assessorar o mestre; Enquanto solteiras; Salvo quando dispensarem as encomendas. Em resumo; Aqui, estamos ligados".

"A onça bebe água, na casa da árvore, sob folhas, flores e frutas"

Contos de Paz 

Criptografias; Entre o céu e a terra

.J' D.

sábado, 3 de setembro de 2016

Sincretizando o Plano Estratégico .'.




SINCRETIZANDO O PLANO ESTRATÉGICO 

Nos Estúdios Prossumers, em sincretismo singular, encontram-se em reunião, com o Pai Menino (adulto), os lendários (mutantes aprimorados) Zé Pilantra, Misilí, Branco Velho, Branquinho do Pastoreio e Pombo Giro.

A estratégia, rompendo a pirataria, está além dos guarda-chuvas em dias de chuva, óculos escuros em dias de sol e rádio a pilha em dias de jogo. Fala-se em industrialização. Empregabilidade. Progresso.

Pai Menino (adulto), também conhecido como 'Cavalo-cavaleiro-espada' (a pé e desarmado), elaborou o plano de negócios. Com sua 'naifa' esferográfica, rabiscando, ao Pombo Giro (Magno Mestre), o mapa do tesouro.

Pilantra e Misilí, desconfiados que estavam sendo chamados pelo Branquinho para queimar um, trocaram a seda, bolaram o próprio,  falando sobre a descriminalização da erva.

Pronto o chimarrão, com os aditivos mágicos, dançaram a dança da chuva, com guarda-chuva e óculos escuros. A imprevisão do tempo anunciava que iria chover (um dia, quem sabe).

Este era o começo de um novo mundo. Sincretizado ao próprio modo. Diferente de tudo que existe antes.  

Como diria Corujão: 'E era isto'.

.J' D.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O comerciante, o produto e o consumo .'.


O COMERCIANTE, O PRODUTO E O CONSUMO 

Um grande empreendedor do mundo dos eletro-eletrônicos, demorou para desfazer-se do estoque de antigos aparelhos eletrônicos. Cada dia chegava em sua loja, novos modelos. Os antigos aparelhos, cediam o interesse aos novos produtos. 

O empreendedor, em, vista de tal processo, reduziu o preço dos modelos mais antigos a fim de abrir espaço nas prateleiras aos novos produtos. 

O fato é que o consumidor continuou preferindo os modelos novos. Em vista do entolhamento das prateleiras, fez uma liquidação com preços simbólicos. Mesmo assim, produtos antigos entolhavam os depósitos.

Um ato de ousadia foi necessário. O comerciante foi obrigado a desfazer-se dos produtos por preços simbólicos para que evitasse guardá-los o resto da vida. 

O novo empreendedor, querendo ajudar, veio até o severo comerciante e disse: 'Compro tudo pelo quilo do plástico. Me avise quando tiver interesse'. 

Contos de Paz 
Literatura Ficcional




quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mascates .'.


MASCATES 

Entraram na loja, dois comerciantes. Um judeu e um árabe. O judeu trazia escondido, maços de fumo. O árabe, garrafas de bebida. Ambos diziam, respectivamente, não fumar e não beber. Motivo pelo qual colocavam, para negócio, tais produtos. Que, conforme os mesmos, haviam deixado nas esquinas dos caminhos mascates.

Toda terça vinham negociar tais produtos. Atribuindo aos justos, e aos libertos, o não fumar e o não beber. Nas quintas, frequentando lojas diferentes, surgem para comprar outras coisas com o lucro de tais negócios.

O fato interessante é que ninguém viu, dentre os comerciantes, o judeu fumando ou o árabe bebendo. Ambos negam. Afirmam não consumirem tais coisas. Porém, um anjo da terra, conhecedor dos caminhos, contou-nos uma história diferente. De fato, uma outra versão da história.

JD

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

*Entende-se aqui 'terra' como elemento.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Disse o Mestre .'.


DISSE O MESTRE .'. 

Os deuses andavam arcados. Como se estivessem carregando o mundo nos ombros. Os semi-deuses choravam em seu lado humano.

Das oferendas, Zeus fartou-se em uma feijoada. Tanto ferro que lhe pesou o mundo.

Os imperadores, antes instrumentos, equivocaram-se ao confundir os papéis (usuários ou ferramentas).

O império desmoronou-se. Júpiter, emergiu montado.

O politeísmo, no monoteísmo, sincretizado.

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Tempo bastante no deserto. Nem Hórus; Nem Set; Entenderam.

Até apresentarem-se os Mandamentos. 

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Enquanto os lobos relincham;

Os potros, agora, vestem pelegos; 

A águia renasceu nas pombas.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Estratégia Cigana .'.


ESTRATÉGIA CIGANA

Zuca era um adicto em recuperação. Há mais de seis anos, longe das substâncias mais destruidoras que existem no mundo. Eventualmente, recorre ao tabaco para aliviar a tensão dos objetivos profissionais.

Em um dia destes, resolveu antecipar a abstinência do fumo. Entrou desespero por ter pressa. Consciente de que o tabaco lhe custa caro. Ao bolso e à saúde. Começou a reduzir, aos poucos.

O fato é que o tabaco lhe mantém longe das outras coisas. Temporariamente, está lhe ajudando. De modo distinto do álcool e da noite nos bares.

Zuca tem o costume de beber um cerveja, no máximo, por semana. Evita bares, e festas, pois, conforme o próprio, os bares o induzem a beber a segunda cerveja. Justamente a qual associou às outras substâncias.

Ao preferir passeios ao dia, e filmes, em casa, à noite, se mantém longe das químicas.

Ao falar com uma cigana, velha amiga, recebeu a resposta: "Tenha calma nestas horas. Reduza o tabaco aos poucos. A abstinência imediata lhe causa descontrole e desejo de outras substâncias. Faça o que te digo. Anote na agenda o número de cigarros por dia. Reduza um por dia. Até, cortar, um dia, por semana. Assim sucessivamente"

Zuca entendeu os prós e contras do tabaco. Os prós, em relação a mante-lo longe das químicas. Os contras na questão do bolso e das atividades cotidianas saudáveis. Iniciando o processo estatístico. Um dia de cada vez. Com calma em vez de pressa.

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Baseado em História Real 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Do retorno de Osés .'.


Do retorno de 'Osés' 

Há mais de quinze anos, 'Osés' vivia o ápice da rebeldia. O consumo de drogas havia tomado seu tempo. Específicos familiares estavam revoltados com suas crises de abstinência. 

'Osés' costumava quebrar as coisas, quando era forçado a evitar álcool, quando era proibido de dirigir por beber socialmente ou quando era punido, financeiramente, por fumar. 

O fato é que, o álcool, em 'Osés, tem efeito diferente das pessoas normais. 'Osés', em um só gole, costuma incorporar deuses de outros tempos. Isto gerava revolta de quem desconhecia o efeito da oração continuada.

Muitos diziam: '"Osés' nem paga a própria cerveja e incorpora estas coisas. Por que logo 'Osés'?" 

'Osés', desde menino, tem um modo pessoal de orar. Inclui, nas orações, dentre os deuses, santos ou orixás, aqueles que ainda não tem nome ou ainda não foram revelados. Começando, e terminando, sempre no poder supremo (Pai Nosso, Deus Eu Sou, Deus Conosco, Etc.) como entendido pelo próprio.

Devido ao modo de pensar diferente de alguns familiares, e semelhante às tribos pelas quais passou, havia discordância dentre os valores. 

Certo dia, há cerca de dez anos, lhe disseram: "Você gosta de esporte. Entretanto, lembre: Quem gosta de beber, além das horas de folga, senta-se nos bares, em vez de exercitar-se. Até que um hábito toma mais o tempo que o outro. Quem fuma erva, confunde os pensamentos, em vez de estudar. Procura a erva em vez dos livros. Quem insiste em drogar-se, ou vira um nada, ou perde o que possui".

'Osés' discordou de tais avisos. Pagando caro por guardar segredos. Tais dizeres foram espalhados ao vento. Enquanto 'Osés' continuou a orar.

Ao orar ao Pai Maior, estando só, fez, lhe ouvir, 'Xangô' e 'Iansã'; Ogum e Yemanjá; Oxalá e Obá. 

Um deles respondeu, ao seu pensamento: "A gente pode ajudar"

'Osés', preservando o coração de menino, já adulto, falou aos Orixás, sozinho, em oração ao Pai Universo: "Sei que muitos discordam. Mas irei malhar; Irei correr; Irei ler; Irei escrever. Pois, independente das outras coisas, considero isto ser o certo. É o que amo e desejo aos nossos"

Dez anos se passaram, desde que 'Osés' foi cobrado. Uma de suas rivais, na essência, aliada, porém, desvirtuada pelos demônios, notou estar sabotando o próprio céu e a própria terra de origem. Veio até 'Osés e falou-lhe: "Vejo que está mudado. Agora quero ter ajudar como se fosse 'tua'"

O 'tim-tim', dos cálices, aos brindes, ouviu-se, naquele dia. 'Osés' disse: "Obrigado 'irmã'. Enquanto, o 'Pai Nosso' é 'Conosco'; 'Nossa' é quem continua, ao nosso lado, nas coisas boas. Aos estudos, às leituras, aos trabalhos, aos escritos, aos treinos, às produções, às orações, etc"

Após estas palavras, 'Osés' sumiu entre a selva, estendeu a rede em meio às arvores, e contou esta história aos pássaros. 

As bandas telefônicas, midiáticas e telepáticas, também foram avisadas de que 'Osés' vem preservando estas coisas. Enquanto, aos outros, salvo os quais tocam em prol de 'Osés', foram seduzidos a 'entrar' no jogo do 'comprar' e 'vender', sem saber o que estavam fazendo. 

JD

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ye Ju's - O Perseverante .'.


Ye Ju's; O perseverante .'.

"Ye Ju's", conhecido como 'o perseverante', veio morar na capital. Desde guri, nascido no interior, testemunhado, pelos avôs, e alguns tios, como menino abençoado. Facilmente incorporava os Orixás. Contudo, recentemente, assumiu ser o próprio espírito que incorpora.

Seus primos e irmãos pediam um tanto de sua benção de nascimento, antes de Ye Ju's despertar espiritualmente aos trinta anos. Ye Ju's foi julgou-se, e intitulou-se, os próprios Santos que o testemunham.

Cada vez que se julgou-se 'um deus' (elemental divino), recebeu uma oferenda nas encruzilhadas do país.

Pessoas maliciosas que possuíam o mesmo nome primário de registro, tentaram se apropriar dos 'Exús que se julgavam os Orixás Maiores', ao falar em sintonia com o conhecimento derivado do primeiro.

Ao desmanchar o trabalho, descobriram-se terreiros, e casas de oração, atendendo em nome do menino, hoje adulto. Ye Ju's de Xangô; Ye Ju's de Ogum; Ye Ju's de Obá; Ye Ju's de Oxalá; Ye Ju's de Yansã; Ye Ju's de Bará, Ye Ju's de Yemanjá, etc.

"Ye Ju's", havia baixado à terra, enquanto, simultaneamente, continua subindo, pela fé e pela ciência, através dos estudos e orações, iniciados na infância.

As casas de oração foram avisadas que haviam perdido os contratos por terem encomendado 'outro menino de nome diferente'.

Nada mais lhes restava, salvo servir ao primeiro. Negado ao ter baixado nas sarjetas do inferno das drogas; Admirado ao continuar subindo, do mesmo inferno, ao céu. "Ye Ju's", outrora do avesso, avança recriando-se.

Os cinco continentes estavam conectados, a fim de testemunhá-lo ou reivindicar as linhas brancas multicoloridas (em caso de desacordo), unidas no que resulta da recriação das vivências anteriores.

A exemplo de Ben Hur, José de Arimatéia e José do Egito, Ye Ju's também esteve em um poço profundo, foi comercializado e escravizado por espíritos obsessores. Hoje, o próprio Ye Ju's, liberto, e libertador, ajuda tais entidades, no céu e na terra.

*Contos de Paz 
Literatura Ficcional


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Cheirando calcinhas .'.


CHEIRANDO CALCINHAS 

*Uma 'estória' inventada (pleonasmo redundante), baseada em fatos reais.

Sandy, moça de boa procedência, residente na capital gaúcha, ao sair do Bar Opinião (famoso na cidade), na madrugada de um fim de semana, tomou um táxi rumo à zona norte (quilômetros de distância). 

No caminho, embriagada, notou ter perdido a carteira com os documentos, dinheiro e cartões. Falou ao taxista (funcionário do proprietário do veículo), sobre o ocorrido. 

Confundindo-a com uma prostituta, por estar de pernas de fora e decote mostrando o contorno dos peitos, o taxista, ao desligar o taxímetro, falou-lhe: 'Quando isto acontece, costumam me pagar com um boquete (rsss). Estou brincando. Mê dê sua calcinha e estamos quites. Mas, se quiser, te deixo aqui e não te cobro nada'.

A moça, coagida, fez o que o motorista havia pedido. Ao descer do táxi, frente a sua casa, Sandy olhou para carro. O taxista, no volante, segurou a calcinha nas mãos e a cheirou na frente dela. 

Sandy estava noiva e não quis dar parte à polícia, pois isto, segundo ela, acabaria com seu possível casamento. O noivo não havia consentido, com sua saída, naquela noite.  

*Contos de Paz 
Literatura Ficcional