terça-feira, 15 de novembro de 2016

Madrugadas Telepáticas I !!


A CURA - Sobre as madrugadas telepáticas

Joaninha veio ao Ile. Leu os contos da terra. Confessando que, sentia-se estuprada, enquanto dormia. Nas madrugadas, era ligada telepaticamente.

Mestre Babá passou-lhe a receita da cura.

'Quando sentir isto, levante-se, caminhe até a cozinha, ligue as luzes e beba água; Ou vá ao banheiro, ligue as luzes e tome uma ducha. À luz, ore ao anjo da guarda, em pensamento'.

*Contos do Pensamento

JD'

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Do Ilê do Babá .'.


DO ILÊ DO BABÁ

Suzy, sentia o contrário da alegria, em vários momentos do dia. veio ao Ilê, conversar com o Babá.

Em meio à consulta o Babá disse: Você deveria priorizar as pessoas certas, em vez de responder apenas a quem te procura. Vejo, seu sentimento, oriundo da conexões do prazer momentâneo. No restante do tempo, (tempo majoritário), sentes tal sentimento, pois vem aceitando as ligações de quem te procura por conveniência.

Ao fim da consulta, o Preto Velho, baixando no terreiro disse: 'Vossuncê sabe que te ligou alguém que se masturba pensando no ânus. Geralmente, puxa tua alegria, no tempo restante, sempre que aceitas a ligação. Puxa a descarga, meia hora antes de te ligar, para que nada veja. Tua ancestral direta de terceiro grau, pede que se afaste de quem te persegue em ligações '.

Suzy lembrou das ligações diurnas, via telefone. E das ligações telepáticas, no meio da madrugada. Seu método, antes, era ligar, apenas, quem a ligasse. Ser ligada, em vez de fazer a escolha, temporariamente, definitiva, era rifar-se. O estado de espírito se alterava, entre cada ligação.

Sabendo que é isto mesmo, resolveu colocar o telefone no silencioso e avaliar a quem procurar, em vez de aceitar as ligações dos quais a procuram. Tornou-se seletiva, e exigente, em vez de passiva, na escolha. Rendeu-se a ligar, em vez de, apenas, esperar e atender.

Suzy aprendeu a masturbar-se pensando em Ninguém. Preferindo a interação física. Evitando quem a perseguia. Esvaziando o pensamento e buscando o convívio real na presença do que lhe faz sorrir. Os 'fantasmas' sumiram à medida que estreitou as relações à interação singular.

O 'Ninguém' (mediante interação real) era a chave. Bastaria dizer-se 'enrolada', quando recebesse ligações. Isto a valorizaria mais. Firmando a parceria singular, jamais sentiria-se sozinha.

*Contos de Paz
*Literatura ficcional

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Os pescadores e o tsunami .'.


OS PESCADORES E O TSUNAMI

João, sentia vontade de cortar os pulsos, quando lembrava de sua ex que foi morar em uma tribo nudista na Amazônia. 

Pedro reclamava que estava gordo. Quando se olhava no espelho, pedia para nascer de novo. 

Paulo era fumante. Sempre que sua esposa lhe via fumando, lhe dizia: 'Você vai morrer com isto'.

Certo dia, foram pescar. Estavam no meio do oceano, quando começou uma tempestade. 

João estava olhando a foto, de sua ex, no smartphone. Pedro estava escondendo a barriga para uma selfie. Paulo se encontrava fumando um cigarro.

Um raio atingiu a embarcação. João, Pedro e Paulo, foram engolidos por um tsunami.

MORAL DA HISTÓRIA

Entenda as coisas como são; Ame-se como você é; Evite reclamar da vida ou de quem você ama; Quando for aconselhar alguém, aconselhe uma só vez e deixe que se ajude caso queira. 

Deus costuma ouvir as pessoas.

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

sábado, 22 de outubro de 2016

Magia das ruas .'.


CONTOS DA MEIA NOITE - MAGIA DAS RUAS 

Seus anseios materiais, foram preservados (à liberdade). Porém, nesta noite, cobrou-se a sua alma (pois convidava os amigos à boca). Após beber em um bar, ao garçom, pediu pó (à escravidão). Sem saber que, no inferno dos eguns, o pó estava levado na pedra (mais forte substância e doloroso desafio); Deixou de ser livre.

'Sente-se' - Disse o garçom.

Repetindo, algumas vezes: 'Mais uma?'

* * * * * 

Ninguém sabia quem era(m) o(s) destinatário(s). Mas, a boca da farinha, o(s) esperava(m). Com gasolina, e o troco no bolso, atendeu-se o chamado do comerciante: 'Venha(m)'.

* * * * * 

Lembro-me desta história que, se repente, além das gerações. Seus antecessores (abstêmios), há décadas de uso na frente, oraram.

(pais e amigos) Já haviam comercializado toda a parentada. Por um teco a mais; Nada mais importava. Nem tio; Nem avô; Nem os vivos; Nem os mortos. Apenas: 'Quem tem a boa?'

O comerciante pediu que convidasse os amigos (álibis, cúmplices ou comparsas): 'Hoje, tenho a boa?' - Nas entrelinhas: 'Com isto, compro cada um'.

Às seis da manhã, sem dormir, viu o sol nascer. O vermelho da aurora, ascender-se. O azul do céu, levantar-se. Então, dormiu.

Assim, vendeu-se, ao pó.

JD'

*Contos de Paz
*Literatura Ficcional

(Baseado em fatos reais. Registros de outros tempos).

Da série "O que fizeram pra nós?"

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Joãozinho e o Terreiro 30 .'.


JOÃOZINHO E O TERREIRO TRINTA
Medidas de cevada e trigo

Um terreiro estava ligado com Joãozinho, toda manhã. Desde que um dos trabalhadores da casa e Joãozinho, se cruzaram em uma encruzilhada para fumar um baseado. O trabalhador se manteve conectado. Estavam conectados pelo ar e pela terra. Conexão audível. O trabalho do caboclo consistia em fazer o mesmo que Joãozinho. Joãzinho ia a padaria e pedia três cervejinhas. 

- O que vai ser hoje Sr João?

- Três cervejinhas. 

Com o tempo, aumentou para quatro e cinco. Sempre que Joãozinho comprava (três, quatro, cinco) pães, o correspondente conectado espiritualmente abria (três, quatro, cinco) latas de cerveja. 

Joãzinho começou a fazer pães. Enquanto, o correspondente, conectado, se tornou borracho.

Quem é o consciente desta história?

Contos de Paz 
*Literatura ficcional

JD'

Isto me lembra aquele cara que oferecia doces às crianças antes de puxar a descarga.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Radicalismos comportamentais .'.


ALÉM DOS RADICALISMOS COMPORTAMENTAIS

Zuria reclamava que Zuno usava sempre as mesmas calças de abrigo, para caminhar, malhar, pedalar ou correr. Zuno começou a usar a roupa de trabalho, o dia todo, em vez de fazer caminhadas, entre as atividades.

Zuria reclamava que Zuno tomava três banhos demorados por dia. Zuno deixou de tomar banho.

Zuria reclamava que Zuno bebia nas sextas-feiras; Zuno começou a beber diariamente.

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O mestre das onças .'.


O MESTRE DAS ONÇAS 

Mestre Mago, ao saber que estava sendo ligado por moças interessadas em casamento, encomendas amorosas, espirituais ou cruzamento de linhas, triturou os contratos às escuras. Determinando: "Sendo verdade isto, tais encomendas serão destinadas as quais continuarem vindo assessorar o mestre; Enquanto solteiras; Salvo quando dispensarem as encomendas. Em resumo; Aqui, estamos ligados".

"A onça bebe água, na casa da árvore, sob folhas, flores e frutas"

Contos de Paz 

Criptografias; Entre o céu e a terra

.J' D.

sábado, 3 de setembro de 2016

Sincretizando o Plano Estratégico .'.




SINCRETIZANDO O PLANO ESTRATÉGICO 

Nos Estúdios Prossumers, em sincretismo singular, encontram-se em reunião, com o Pai Menino (adulto), os lendários (mutantes aprimorados) Zé Pilantra, Misilí, Branco Velho, Branquinho do Pastoreio e Pombo Giro.

A estratégia, rompendo a pirataria, está além dos guarda-chuvas em dias de chuva, óculos escuros em dias de sol e rádio a pilha em dias de jogo. Fala-se em industrialização. Empregabilidade. Progresso.

Pai Menino (adulto), também conhecido como 'Cavalo-cavaleiro-espada' (a pé e desarmado), elaborou o plano de negócios. Com sua 'naifa' esferográfica, rabiscando, ao Pombo Giro (Magno Mestre), o mapa do tesouro.

Pilantra e Misilí, desconfiados que estavam sendo chamados pelo Branquinho para queimar um, trocaram a seda, bolaram o próprio,  falando sobre a descriminalização da erva.

Pronto o chimarrão, com os aditivos mágicos, dançaram a dança da chuva, com guarda-chuva e óculos escuros. A imprevisão do tempo anunciava que iria chover (um dia, quem sabe).

Este era o começo de um novo mundo. Sincretizado ao próprio modo. Diferente de tudo que existe antes.  

Como diria Corujão: 'E era isto'.

.J' D.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O comerciante, o produto e o consumo .'.


O COMERCIANTE, O PRODUTO E O CONSUMO 

Um grande empreendedor do mundo dos eletro-eletrônicos, demorou para desfazer-se do estoque de antigos aparelhos eletrônicos. Cada dia chegava em sua loja, novos modelos. Os antigos aparelhos, cediam o interesse aos novos produtos. 

O empreendedor, em, vista de tal processo, reduziu o preço dos modelos mais antigos a fim de abrir espaço nas prateleiras aos novos produtos. 

O fato é que o consumidor continuou preferindo os modelos novos. Em vista do entolhamento das prateleiras, fez uma liquidação com preços simbólicos. Mesmo assim, produtos antigos entolhavam os depósitos.

Um ato de ousadia foi necessário. O comerciante foi obrigado a desfazer-se dos produtos por preços simbólicos para que evitasse guardá-los o resto da vida. 

O novo empreendedor, querendo ajudar, veio até o severo comerciante e disse: 'Compro tudo pelo quilo do plástico. Me avise quando tiver interesse'. 

Contos de Paz 
Literatura Ficcional




quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mascates .'.


MASCATES 

Entraram na loja, dois comerciantes. Um judeu e um árabe. O judeu trazia escondido, maços de fumo. O árabe, garrafas de bebida. Ambos diziam, respectivamente, não fumar e não beber. Motivo pelo qual colocavam, para negócio, tais produtos. Que, conforme os mesmos, haviam deixado nas esquinas dos caminhos mascates.

Toda terça vinham negociar tais produtos. Atribuindo aos justos, e aos libertos, o não fumar e o não beber. Nas quintas, frequentando lojas diferentes, surgem para comprar outras coisas com o lucro de tais negócios.

O fato interessante é que ninguém viu, dentre os comerciantes, o judeu fumando ou o árabe bebendo. Ambos negam. Afirmam não consumirem tais coisas. Porém, um anjo da terra, conhecedor dos caminhos, contou-nos uma história diferente. De fato, uma outra versão da história.

JD

Contos de Paz 
Literatura Ficcional

*Entende-se aqui 'terra' como elemento.